Finanças e Luxo: Introdução

Eu estava relutante em escrever sobre um assunto tão importante por aqui. Primeiro que eu acredito que existe outros lugares para encontrar esse tipo de conteúdo, com mais detalhes e de pessoas com mais propriedade para falar sobre. Segundo por que é um compromisso importante que eu assumo em tratar de um assunto tão delicado.

No entanto, com tanta demanda nas nossas conversas pelo Instagram, que levou a publicação do vídeo Tesouro Direto no meu IGTV, ficou difícil ignorar. E também, porque eu entendo que é mais fácil ouvir de Finanças com alguém que tem interesses, linguagem e realidade próxima da sua. Apesar de não ser qualificada como planejadora ou com orientadora financeira, e gosto de ressaltar isso, acredito sim que minha experiência tanto pessoal quanto (breve) profissional permite trazer um pouco de luz do assunto para as interessadas – com muita clareza e calma, espero.

O mais importante para mim é, se eu puder atrelar luxo à consciência de gerir seu dinheiro, eu estarei mais tranquila em publicar conteúdos que despertam naturalmente o consumismo. Com a maturidade, cada vez mais eu acredito em compra consciente, além de entender a importância do planejamento financeiro e da educação econômica e financeira para as mulheres. Claro que não posso deixar de citar que são muito queridas a mim discussões de política e economia, e se eu puder também nesse caminho te ajudar a correlacionar o que acontece nessas áreas com o que muda na sua vida, e no seu bolso, melhor.

Hoje eu publico uma introdução a esse conteúdo por vir. Uma primeira abertura. Talvez seja o primeiro contato que você têm com esse tipo de conteúdo despertado de um interesse recente, ou talvez você só veio dar uma olhada nos meus pensamentos sobre isso. De qualquer forma, me coloco a disposição não só para tentar ajudar sempre que possível mas para também termos discussões mais profundas quando o assunto nem sempre é óbvio.

Uma breve história do meu passado recente: Sou formada em Economia, e também tenho MBA em Marketing de Digital. Trabalhei dos 6 anos no mercado financeiro, e apesar de muito nova, sempre fui muito envolvida. Eu sempre tive prazer de trabalhar com isso, sempre meu olhos brilhavam ao falar do assunto e sempre gostei de discutir e aprender sobre. Fui responsável até por recrutar alguns amigos para área, acredito que mais pela paixão que mostrava do que pelos argumentos que demonstrava. Apesar de ter saído da área pelo momento de vida que estava, e por outras oportunidades, eu nunca saí por estar cansada ou frustrada com a área.

“Mas e aí Ba, e eu que não sei nada do assunto? Faço como?” – Você pode estar me perguntando. Se eu consegui mergulhar e entender essas questões tão nova, em uma fase de vida que eu tinha outras distrações me seduzindo, você consegue. O importante você começou, o interesse. Se eu aprendi por interesse quase que de hobby em uma idade tão nova, imagina você – já amadurecida – que sabe que precisa.

Não existe mais espaço para ignorância financeira, assim como política. Não existe explicação para confiar o controle do seu dinheiro para um gerente, amigo, marido ou namorado. Não existe motivo. Só existe motivos contra. A sua independência financeira, ou o seu sucesso financeiro – se independência não é tão apelativo para você depende apenas de você. Você pode nesse momento estar em diversos momentos profissionalmente. Não importa. Não importa se você é uma estagiária ganhando um pequeno salário, ou alguém que já tem um fundo de reserva: tem sempre algo que você possa fazer que vai te trazer mais controle. E controle, é liberdade.

Você provavelmente sabe que eu aprecio – sem vergonha nenhuma – experiências e produtos que são sim luxosos. Não necessidade, mais luxo. Ainda mais se comparado com a realidade que vivemos. Eu quero sim poder experimentar uma viagem sem preocupações, escolhendo onde eu quero ficar ou onde eu quero jantar, sem me prender tanto aos gastos. Eu quero sim poder comprar peças icônicas de vestuário, uma bolsa cara que conta história, ou sapatos para fazer a minha. E se você tem vergonha de dizer isso, o primeiro passo é entender que, quando você se organiza, quando você entende os seus gastos, quando você consome o que você pode, não há motivo algum para esconder isso de ninguém. Chega de sacolas escondidas, você só tem motivo para se envergonhar, se não estiver gastando de forma consciente.

Finanças e Luxo. Deveria ser impossível falar de um sem falar do outro. Enquanto é fácil relacionar que para gastar com luxo é necessário algum tipo de ordem nas finanças, ou pelo menos algum acesso a capital (dinheiro), é mais difícil falar que a conversa sobre finanças é também uma conversa sobre luxo, mas acompanhe comigo. Primeiro que ter as contas organizadas por si só já é algo de minoria no nosso país. Em 2018, praticamente uma raridade. Segundo que ter o conhecimento e entendimento necessário para fazer seu dinheiro trabalhar por você, te oferecer segurança e estabilidade, é o maior dos luxos.

Não erre: vivemos em uma nação capitalista – apesar de forças opositoras. Se essa definição te assusta, experimenta mergulhar um pouco no que seria as outros opções. Me mostre uma opção que assuste menos.  O dinheiro e o capitalismo só são os inimigos se você não os entende. Só no capitalismo podemos garantir a liberdade individual e a liberdade de escolhas. Nenhum outro regime consegue celebrar mais a essência individual de cada pessoa. Celebre isso com muita sinceridade. O dinheiro em si, não é prisão. Tire isso da sua cabeça. O dinheiro é liberdade. Não de sair fazendo o que você quer de uma forma juvenil e irresponsável, rebelde. É o dinheiro que garante que tudo que você faz tem um retorno de forma justa. O dinheiro que garante que seus projetos, sonhos e ideias podem ser perseguidos. E mesmo que o pensamento de ganhar mais dinheiro do que você ganha hoje talvez não te seduz ao mínimo para um ideia de vida própria melhor, é com o dinheiro que você consegue também trabalhar sonhos alheios, um mundo melhor, ou o que é importante para você.

Se você pudesse mudar qualquer coisa na sua vida, na vida das pessoas a sua volta, ou dos brasileiros, existe alguma situação que parte dessa mudança não exija investimento? Nós não estamos falando da questão intrínseca, da questão espiritual ou até da saúde mental. Mas vencido tais obstáculos, o acesso a qualidade de vida, muito anteriormente ao luxo, depende da situação econômica. Lembrando que, em outros regimes, o acesso é negado a todos e não dado a todos. Ou, a todos que não fazem parte do Governo.

Isso serve para tudo. É muito importante por exemplo questões sociais que o Estado deve se preocupar e deve amenizar sim – que são geradas na pobreza. Mas as questões sociais são em maioria, derivados da economia. Mesmo as questões culturais sociais, como o preconceito por exemplo, tem seu cunho econômico. No mínimo, se o acesso a informação e educação em tal país que igual para todos, poderia trazer a igualdade de oportunidades em tal país. Tudo isso porém, depende de um Estado com as contas em dia. Aprendemos nos últimos anos.

Esqueça o Brasil, e voltamos para você. Talvez você esteja em um trabalho que você odeie mas precise dele. Com uma organização financeira, você pode planejar o suficiente para sair dessa situação e empreender um sonho. Talvez simplesmente seu bem-estar (e saúde!) no dia a dia ameaçados por preocupações financeiras. Enquanto isso pode parecer errado e injusto, saiba que esta na suas mãos sim, transformar a nossa dependência no capital em algo positivo, em vez de negativo. Pensar no dinheiro como o vilão do dia a dia é se colocar como vítima de si próprio. Pensar no dinheiro como medida da sua dedicação e sucesso, e aproveitar a jornada, é cada vez mais libertador.

Para quem ia fazer uma menção introdutória ao dinheiro, eu provavelmente assustei muitos. Mas se a gente não tirar da cabeça essa ideia do pecado da busca do dinheiro, ou pior, imaginar que nossa renda é algo decidida pelo além, que não esta sob nosso controle, não iremos muito a frente.

Não pense que não estou falando também para quem ganha um salário mínimo, e mal tem dinheiro para comprar caderno para o filho ir para a escola. Esses são casos em que ainda é mais extrema a necessidade de entender que o dinheiro não é o inimigo, e que existe formas de melhorar, ainda quem em outra escala, sua vida com organização. Mas para manter o diálogo com o público que eu tenho nesse espaço, a gente vai falar de gestão de dinheiro para trazer segurança e novas conquistas, seja lá qual for seu interesse: estabilidade financeira, comprar um casa nova, construir uma fortuna, ou simplesmente pagar tudo em dia, poder guardar e poder gastar com segurança.

Estamos começando hoje nosso papo sério de Finanças, no meio dos conteúdos mais belos de viagem, beleza e estilo, fico feliz em saber que tenho espaço para um assunto um pouco menos atraente. Mas uma coisa eu prometo: cuidar responsavelmente do seu dinheiro é igual ir na academia. Pode parecer um porre, mas faça direito e espere ver os resultados para ver se você não se apaixona.

Animada para ver o que vocês tem para falar sobre tudo isso.

Beijos,

B.

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2 Comentários

  1. Patrícia
    outubro 20, 2018 / 2:06 am

    Amei seu post!! Obrigada e estou ansiosa pelos próximos!

    • outubro 20, 2018 / 7:58 pm

      Obrigada Patrícia, vamos juntas desvendando esses mundos! :*

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